29/08/2010

Arroz com frango e açafrão


Esse prato eu conheci na casa da Ana Paula, uma amiga mineira que também mora em SP. Ela me passou a receita, mas confesso que essa é apenas uma versão modificada da original, que era uma delícia...

Ingredientes para 4 pessoas:

4 contra-coxas de frango cozidas, desfiadas e sem a pele
caldo em que o frango foi cozido
200g de grão de bico cozido em água com sal
1 cebola grande cortada em cubos
2x de arroz parboilizado
açafrão suficiente para um amarelo bonito
cominho em grãos (minha mais feliz descoberta!)
alho e sal a gosto
azeite, muito azeite...

Modo de fazer:
Refogue o alho, o cominho e a cebola no azeite, acrescente o arroz, o caldo do frango e o açafrão e deixe cozinhar com a panela parcialmente tampada por 5min. Acrescente o grão de bico e o frango, misture bem e deixe que termine de cozinhar. Regue com mais azeite e aproveite!

23/08/2010

Miss Darcy



Caros amigos, não me darei ao trabalho de comentar a estanha imagem abaixo, pois, afinal, não sei do que se trata. Ele realmente deve estar ficando louco...
Mas vamos ao que interessa. Este post é um convite para meu novo blog. Sim, mais um!!!
Ele será dedicado ao design, decoração, crafts e muito mais. Não percam.

Am I going crazy?


Um doce à sua escolha se você adivinhar o motivo pelo qual este que vos escreve está ficando louco. Uma dica da Myrna: isto se refere a algo que escrevi no blog.

22/08/2010

Macarrão com molho de bacon e canela


Somos fanáticos por bons livros de culinária. Quem conhece nossa casa sabe disso, sobretudo pelo espaço reservado a estes livros. Na infatigável busca por receitas, nos deparamos com o livro "100 receitas de macarrão", escrito pelo (chato do) Silvio Lancellotti, da L&PM Pocket. No mesmo há uma receita de 1662, entitulada Spaghetti del Cuoco Stefani. Quando li a receita a primeira vez, fiquei imaginando em que daria. Uma sexta à noite, enquanto a Bibi viajava para me encontrar em SP há alguns anos, repeti a receita com livres adaptações e ficamos extasiados! Passou o tempo e resolvi fazê-la novamente, com um resultado ainda melhor. A receita original usa spaghetti, que eu concordo ser a melhor massa para sua execução, mas infelizmente estávamos sem e acabamos usando gansettes.

Para quem gosta de massa, o livrinho acima é um must have. Chamo o autor de chato, porque ele é (ou era) comentarista esportivo do campeonato italiano pela Bandeirantes e equiparava-se em inconveniência com o único Galvão Bueno (cala a boca, Galvão).


Ingredientes:
500 g do macarrão de sua preferência (sugiro spaghetti) em ponto al dente
4 colheres de sopa de manteiga
450 g de bacon cortado em cubinhos
1 cravo moído
1 colher de chá de canela em pó
2 colheres de chá de açúcar mascavo
suco de meio limão Tahiti

Modo de preparar:
Em uma panela, coloque a manteiga, deixe-a derreter um pouco, e a seguir acrescente os cubos de bacon, o cravo e a canela. Deixer o bacon tostar um pouco e acrescente o açúcar mascavo e o suco de limão. O bacon vai rapidamente adquirir uma cor mais dourada, próxima do frito. Neste ponto, com o fogo ainda ligado, acrescente o macarrão, mexendo e remexendo para que todo ele seja exposto ao molho e pegue bem o gosto. Sirva com lascas de parmesão.

Dica da Myrna:
Cuidado para que o açúcar não caramelize e grude no fundo da panela!

16/08/2010

O restaurante de um prato só



Meus amigos, o Segredos retorna com uma postagem sobre mais uma aventura gastronômica de Bibi e eu. Este final de semana fomos a um restaurante que já tínhamos ouvido falar, mas que não sabíamos ao certo do que se tratava. É o restaurante do Olivier Anquier, chamado "l'Entrecôte de Ma Tante", que tem apenas um prato em seu cardápio: um entrecôte, ou contra-filé, com molho de manteiga e ervas finas, acompanhado de batatas fritas.

Falando assim, de forma simples e direta, a gente é levado a pensar o seguinte: que diabo de restaurante é esse que só tem um prato? Também pensei exatamente desta forma, mas ao chegar à casa, elegantemente decorada, e com uma quilométrica fila na porta em uma quase tarde de um frio domingo de agosto, percebi que ali havia algo que eu não conseguira perceber antes. Fomos atendidos de forma rápida por um garçom que era a cara do Steve Martin, e pedimos uma entrada com os queijos da casa, que não fariam jus ao que estava por vir. O menu fechado inclui uma salada verde com molho agridoce, pães e o prato principal. A salada é uma daquelas que abre o apetite de forma elegante e nos lembra de que comer verduras pode ser uma grande coisa. O prato principal, um contra-filé de 2 cm de altura, na chapa, ao ponto, vinha coberto por um aviltante molho de ervas finas na manteiga e uma generosa porção de fritas fininhas, quentinhas e feitas na hora. Só isso e mais nada. Amigos, lhes digo que hoje é quase terça-feira e ainda me lembro do gosto daquele entrecôte com água na boca.

Na sobremesa, clássicos franceses como a mousse de chocolate, creme brulée e outros. Eu fui de mousse e a Bibi de brulée. Quando pedi o primeiro estava escrito no cardápio que a porção era generosa e à vontade. Não acreditei muito no que estava escrito, mas fui lá. Sabe aquelas colheres de arroz, grandes? Pois é, foram duas daquelas. Enquanto a Bibi olhava para aquele ramequin de creme brulée pequenininho eu me deliciava com uma mousse divina.

O preço não interessa, não foi nem muito caro, nem muito barato, deu para pagar e certamente valeu cada centavo e muito mais. A bem da verdade, em toda a história do universo, essa foi a viagem para dois mais barata para Paris jamais paga.