21/02/2010

Aventuras da gula ou Como descobrimos o sertão em São Paulo


Caros amigos,

Sábado resolvemos nos embrenhar pela Zona Norte de São Paulo para descobrirmos o Eldorado da comida nordestina hype por estas terras. Li uma crítica deste restaurante em algum jornal, acredito que no caderno Paladar do Estadão, e resolvi aparecer por lá com a Bibi.

Olhei no mapa o caminho, mas não imaginava o que me esperava. Encravado na Vila Medeiros, muito além de onde vai o metrô (isto é longe pacas, acreditem!), chegamos ao restaurante, que de fora parecia mais um boteco arrumadinho. Lêdo engano... Depois de uma espera de módicos quarenta minutos, sentamo-nos em uma mesinha no canto e demos uma olhada no cardápio. A vontade era comer tudo, mas como não dava, atacamos no que achamos mais interessante.

Na entrada, uma porção de mandioca cozida passada na manteiga de garrafa e um torresmo que só vi igual em um lugar, na casa dos meus pais. O bom mineiro conhece o torresmo de barriga do porco, que é aquele que tem mais carne do que gordura, não essa pele que o povo costuma erroneamente chamar de torresmo em outras bandas. E era isto mesmo. Acompanhava um limão Tahiti e outro limão capeta, que é aquele limão meio alaranjado. A Bibi, grávida, tomou uma água com gás, eu, dirigindo, tomei um refri mesmo, mas a vontade era enfiar a cabeça em um dos deliciosos drinques que os carinhas preparavam com máxima destreza.

Para comer ficamos transtornados, sem saber o que pedir. Eles tem quatro tamanhos de porções dos pratos principais: mini, pequeno, médio e grande. O mini é um ramekin e o maior é uma cumbuca que deve servir umas dezoito pessoas com sobras. Dessa forma a gente pode provar praticamente tudo do cardápio. Aqui uma lista do que pedimos: caldo de mocotó, sarapatel, feijão de corda, baião de dois e tapioca de carne seca com requeijão do Norte. Tudo era excelente! Ingredientes de primeira, comida bem executada, tudo muito muito honesto. Quando fomos ao gastropub do Gordon Ramsey tivemos a mesma sensação, a melhor comida do mundo, a das nossas famílias, só que feita por gente que entende um mínimo de gastronomia e faz aquilo com mais do que instinto.

Como diz a Ana Amoroso, amiga-irmã da minha sogra, não adianta ficar falando, tem que ir lá para ver.

Aqui o link.

PS: Se alguém estiver por SP e quiser companhia, eu e Bibi nos dispomos a ir! Basta avisar! Um abraço a todos!

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