30/12/2009

Molho de pepinos em conserva

Ingredientes:
3cs da maionese de sua preferência
4 ou 5 pepinos em conserva bem picadinhos (eu gosto dos da Hemmer)
1 alho ralado
pimenta do reino
1 cs de creme de leite

Modo de fazer:
Misture tudo e está pronto. Fácil, né? Acreditem, fica muito gostoso.
Nós comemos com peixe empanado, mas também fica bom com os nuggets de caixinha...

Puré de maçãs

Fatalmente, depois da ceia de natal, as sobras amontoam-se na geladeira. E nada pior do que encarar a comida com cara da noite anterior...
Uma boa dica é esse puré de maçãs, fácil de preparar, ele transforma as fatias de peito de perú em uma nova e apetitosa experiência.

Ingredientes:
1 fio de azeite
5 maçãs picadas em cubinhos e com a casca
1cc de açúcar
1 pitada de sal
2cs de vinagre branco, preferencialmente de arroz
pimenta do reino à gosto
1 pitada de nóz moscada

Modo de fazer:
No azeite, refogue as maçãs, adicione os outros ingredientes e deixe cozinhar. Se for preciso, acrescente um pouco de água. Quando as maçãs estiverem bem cozidas, separe uma boa parte e leve para bater no liquidificador. Use a tecla "pulsar" para que ainda fiquem alguns pedacinhos. Volte para a panela e misture ao restante das maçãs.
Está pronto um ótimo acompanhamento para perú, carne de porco e o que mais der vontade...

Paris

Finalmente esta é a última postagem relacionada à viagem.
Foram tantas as fotos e tantas as gostosuras que o mais difícil foi selecionar o que viria pra cá.
Paris foi um sonho, de verdade. A expectativa de mais de uma década (sim, eu sonhava em ir à Paris desde 2006 quando pedi meu primeiro cartão internacional) realizou-se da melhor forma possível. Eu e o Gui na cidade mais bonita do mundo!
Come-se muito bem por lá. E foi o que mais fizemos já que as comprinhas estavam terminantemente proibidas - tudo muito caro.
O primeiro almoço foi em um bistrô perto da Notre Dame. De entrada, como se esperava, provamos a famosa sopa de cebolas. Magnifique!
Eu continuei com um crepe nórdico que vinha recheado com um salmão defumado quase inteiro! O Gui foi de croque-monsieur, um misto quente chique que é feito com gruyère ou emmental e um molho delicioso.
No restante dos dias pode-se dizer que vivemos em um paraiso de pão, vinho e queijo, os três grandes pilares da nossa alimentação parisiense.
Provamos muitos queijos diferentes, tomamos vinhos bons e baratos e descobrimos que ao pedir "une baguette blanche" em qualquer lojinha, têm-se uma boa refeição assegurada.
Foram poucos dias, mas que deixaram uma grande vontade de voltar logo.
C'est ça!

Soup à l'oignon au fromage.


Crépe nordique.


Croque monsieur.

21/12/2009

Jantando ao lado da Rainha


Quem diria eu, plebeu, flamenguista, mal falando inglês, jantei ao lado da Rainha da Inglaterra.

Não foi tão bem ao lado assim, mas do outro lado da rua... Mas isso é o mais ao lado que eu jamais cheguei.

Como parte do programa que fui participar na Inglaterra, eu e Bibi fomos jantar no Harte & Garter, em Windsor, próximo à cidade de Gerrard's Cross. O restaurante (esse aí da foto) ficava do outro lado da rua do castelo de Windsor.



Eram duas estalagens do século XIV que foram restauradas e fundidas com o passar do tempo, tornando-se um dos destinos mais procurados pelos britânicos naquela região. Hotel tradicional, tão tradicional que era onde o William Shakespeare se hospedava enquanto escrevia peças para Elisabeth I. O Garter é citado de fora a fora na comédia "The Merry Wives of Windsor"!

O restaurante era muito mais bonito do que simpático. Foram basicamente dois desafios: 1) me comunicar em inglês quando um delicioso vinho sulafricano era sorvido e minha língua começava a parecer uma parte estranha do corpo; 2) entender como comer com aquele monte de garfos e facas dispostos ao lado da louça. Era tudo muito chique, mas ninguém estava nem aí, todos comeram, beberam e foram felizes naquele dia. A minha Bibi que matou a pau. Falou inglês com fluência digna de um nativo, esbanjou a simpatia que lhe é peculiar e estava linda, linda de morrer!

O mais interessante de tudo é que o hotel não tem um preço proibitivo para os padrões ingleses. Vale a pena conferir o site aqui.

12/12/2009

The Bull

Em Londres ficamos hospedados em nada mais nada menos do que três hotéis em menos de uma semana. Dos três, apenas um vale a tinta das palavras que vos escrevo: o Bull. O hotel é uma construção do século XVI em uma vila chamada Gerrard's Cross entre Londres e Windsor, uma das regiões mais valorizadas da Inglaterra. Lá chegamos depois de viajar de trem de Edimburgo para Londres e pegar mais alguns trens até Gerrard's Cross.

Além de ser nossa primeira incursão pelo interior da Inglaterra, o lugar era interessantíssimo. Bibi e Clarice, que passearam pelos arredores durante o dia enquanto eu estava enfurnado assistindo aula, me disseram porque a região é o que é. Casas de sonho, com aqueles gramados que rememoram a entrada do paraíso; pelas ruas, Mercedez, Porches, mini Coopers e muitos outros carros que nem sabemos o nome, mas que obviamente são chiques. Enfim, lá estávamos nós, tupiniquins em meio a tudo aquilo.

No dia em que chegamos não havia como comer se não no hotel. Pedimos algumas coisinhas.

Bisteca grelhada com cogumelos selvagens, salada e purê de batatas


Galinha tailandesa, curry de limão e arroz aromatizado


Nada muito excepcional em temos de sabores, mas que serviu para matar a fome e rendeu boas fotos para o blog. Vale mesmo a dica do hotel e de Gerrard's Cross. Assim como Paris não é a França, Londres também não resume tudo da Inglaterra.

Aqui o link para o Bull.

11/12/2009

Chocolate quente - de verdade!


Por sorte e para fugir do frio enquanto andavamos pelo charmoso bairro de Notting Hill (aquele do filme...), entramos em uma pequena lojinha para tomar um chocolate quente. Não é que foi o melhor chocolate de nossas vidas!

O nome é Eraclea, uma marca italiana que angaria fãs mundo a fora. Em busca do site da marca, me deparei com uma infinidade de pessoas tentando descobrir onde comprar os tão aclamados saquinhos com o chocolate...

São 32 sabores que vão do extra forte, passando pelo de limão e pinoli, whisky e até banana!
Não deixem de conhecer, cada pacotinho custa 2 euros.
O link está na imagem abaixo.


Castelo de Edimburgo - Lamb Pie

O escocês é um povo curioso. Terra inóspita, fria e montanhosa; povo ameno, agradável, afeito à boa mesa e, principalmente, boa bebida. E por bebida não entenda cervejinha, vinho e esta baitolagem hereditária, congênita ou adquirida. Escocês toma uísque nacional! Traço aqui um paralelo com o mineiro, que é o escocês brasileiro. A comida de ambos é parecida: pesada, substanciosa, temperada. A bebida de ambos é parecida: lá uísque, feito com a melhor água das fontes das Highlands, aqui cachaça, feita com o maior carinho e com a melhor cana das nossas culturas.

Minas Gerais, ao contrário da Escócia, não tem castelos outros que não o do Edmar Moreira (quem ainda se lembra, hein?). Edimburgo, vila medieval que um dia foi, cresceu em torno de um castelo. Este foi erigido num dos pontos mais altos da cidade, com vista panorâmica de tudo em volta, inclusive do mar. O efeito visual lá de cima é fantástico, só mesmo vendo para crer.

Eu, Bibi e Clarice fomos lá conhecer o dito cujo e adoramos. Um dos melhores passeios naquela cidade de sonho. Fora que por ali, pertinho do castelo, há a Scotish Whiskey Experience, uma degustação de uísques nacionais de diferentes origens a preço razoavelmente bom. Não pagamos, pois estávamos racionando a grana.

Bem, voltando ao castelo: o lugar é demais. Todo reformado, com áreas bem preservadas, mas adaptado ao turismo confortável e educativo. A gente deixa um pouco de ser tão ignorante quanto habitualmente somos. O problema maior enquanto fizemos a visita foi o frio. Por o castelo ficar num alto de pirambeira o vento castigava. Como já era final de novembro, quase dezembro, não se tratava de uma brisa gostosa, mas de um vento frio, gélido, cortante e assassino. Lá pelas tantas cansamos e entramos no café do lugar para comer e, principalmente, para nos aquecermos. De tudo que provamos o melhor foi a comida da Bibi, uma Lamb Pie, com deliciosos pedaços de carne de cordeiro embebidos em um molho espesso que lembrava aquele de uma boa stake ale pie.


Não adianta ficar falando demais... Precisam ir lá para ver sobre o que estamos falando...

10/12/2009

The Narrow

Eu não sou um cara metido a besta, quanto mais a minha Bibi. Uma vez que estávamos em Londres, pagando caro para comer porcarias, pois lá o que se come é isso mesmo, resolvemos comer coisa boa sem pagar tão caro assim. Como todo reles plebeu, almejei logo ao estrelado e, na impossibilidade de participar do Big Brother Brasil, fui olhar o preço dos restaurantes desses chefs celebridades. O primeiro foi o do Jamie Oliver. Legal, bacaninha, descolado, mas caro. Depois o do Heston Blumenthal, site lindo, altíssima gastronomia e tão longe de Londres quanto fora do meu orçamento. Por fim olhei o do Gordon Ramsay. Para minha surpresa, achei um negócio um pouco mais caro do que o sanduíche frio e a comida engordurada de rua, mas que dava para ir! Fiz a reserva para três e fomos: eu, Bibi e Clarice.

Há algum tempo atrás esse chef abraçou a idéia dos gastropubs na Inglaterra, que nada mais são que pubs nos quais os clássicos da culinária de botequim inglesa são refeitos com um mínimo de requinte. Em outras palavras: é a mesma comida que estávamos comendo havia dias, só que muito, mas muito bem feita. O Gordon tem três em Londres, escolhi o mais próximo do hotel em que estávamos, o Narrow, e fomos. Era um pub com uma varanda sobre o Tâmisa no leste de Londres, antiga região das docas, nada demais em termos de decocração, tudo muito com cara de pub mesmo, mas tudo de muito bom gosto. Sentamos, mesa sem gordura ou marcas de copo de cerveja, o que é uma vantagem, acreditem, e fomos atendidos por uma amável garçonete polonesa que arranhava algumas palavras em um português que aprendera com uma brasileira com quem trabalhou.

Bi e Clarice foram de cerveja, provando duas ou três do catálogo deles, muito boas segundo me recordo de ambas. Pedimos tudo que podíamos: starters, main course e desert.

Os starters:

Terrine de presunto defumado ao vinho branco com piccalilli e torradas


Cogumelos selvagens com rúcula sobre torrada


Carne seca com maçã cozida, rábano, agrião e torrada de pão de trigo


Main courses:

Steak de veado com blackberry, curry kale e purê de batatas ao molho de vinho do porto


Lombo de porco gratinado, escarola refogada, purê de abóbora e lascas de maçã


Sobremesas:

Torta de chocolate, brandy e ameixas com sorvete de manteiga de amendoim


Tarteletede ruibarbo com ameixas



Amigos, algumas fotos não estão aqui por não terem ficado a altura dos nossos leitores, mas acreditem comemos (bem) mais do que isso! Gostaríamos que cada um de vocês estivesse lá para provar tudo que comemos, pois os sabores são tão indizíveis que se repararem não perdi tempo em tentar descrevê-los. Daquele dia em diante passamos a entender porque esses caras são quem são. Estava tudo uma delícia e esta foi, inquestionavelmente, a cereja do bolo em nossa viagem.