25/08/2009

Pudim de pão com geléia


Eu já comentei que tenho problemas com forno? Mais uma vez, só que agora com uma receita ridícula, de tão fácil, eu esfumacei minha casa! Novamente!!! As pessoas chegando para o café e a fumaça pairando no ar, como se debochasse do meu fracasso sem querer ir embora... ou ao menos da confusão que provoco em duas de cada três vezes que uso o forno.

Não encham muito a forma!!!! O pudim cresce, como é de se esperar, e pode derramar.
Ao menos dessa vez meu vizinho não parecia estar em casa para gritar "tá pegando fogo!!!".
Uma outra saída, e que muito me ajudou, foi colocar na grade inferior uma assadeira com água. Desta forma o que cair não encosta no fundo quente do forno e, portanto, não produz fumaça! Pena que eu só lembrei disso depois da confusão armada...

A idéia dessa receita veio de um pudim de geléia de gengibre que a Nigella fez há algum tempo. Aqui vai o link.

Ingredientes:
8 fatias de pão integral (eu usei com frutas secas)
geléia de laranja
manteiga
4 ovos
200g de creme de leite
2x de leite
1x de açúcar
1cc de essência de baunilha
um punhado de passas
4cs de rum

Modo de fazer:

Faça sanduiches usando manteiga, de um lado do pão, e geléia do outro. Corte em triângulos e coloque em uma travessa alternando a posição, uma hora com a ponta do triângulo para baixo, outra para cima. Lembre-se de untar a travessa com manteiga antes de colocar o pão.
Aqueça as pasas com o rum até que absorvam tudo e jogue sobre os sanduiches.
Separadamente, misture o leite, o creme, os ovos e a baunilha e despeje sobre o pão.
Leve ao fogo até que a superfície fique bem dourada. E lembre-se: ele cresce!


Dica da Myrna:
Esse pudim deve ser comido ainda quente e pode ser servido com sorvete ou chantilly.

Creme de alho-poró com champignon


Uma receira rápida, fica pronta em 15 minutos...

Ingredientes para 2 pessoas:
1 generoso fio de azeite
1cs de manteiga
1 alho-poró grande sem a parte muito verde, cortado em rodelas
1 cebola picada
1 cs de farinha de trigo
1x de leite
2x de água
8 champignons em conserva, fatiados
um tiquinho de dedo de moça bem picado
1 ramo de alecrim fresco, picado
2 fatias de queijo minas prensado, cortado em cubos
sal e nóz-moscada à gosto

Modo de fazer:

Em uma panela aqueça o azeite e a manteiga para refogar o alho-poró e a cebola. Quando estiverem quase transparentes, adicione o alecrim e a farinha. Misture por alguns (poucos) minutos e acrescente o leite. Cuidado para que não se formem grumos de farinha!
Acrescente a água, o champignon, a pimenta e deixe cozinhar mais um pouco.
Por fim, verifique o sal, coloque muita nóz-moscada e prepare o prato com o queijo ao fundo. É só servir a sopa quente, que fará com que o queijo derreta....
Fica deliciosa e não demanta muito tempo!

19/08/2009

Polenta de estragão com carne


Fubá é coisa séria para os mineiros. Não se sai usando qualquer tipo impunemente. Fubá de verdade tem que ser de moínho d'água, como nos tempos das avós.
Depois de encontrar um pacote deste raro exemplar, aqui vai uma receita de polenta (um bom angú temperado) com uma cobertura de carne com cebolas.

Ingredientes para 2 pessoas:

Para a polenta:
3cs de fubá (do bom!)
350ml de água ou mais, depende do fubá
1/2 cubo de caldo de galinha
1cs de sobremesa de manteiga
3cs de parmesão ralado
pimenta do reino e estragão seco à gosto

Para a carne:
250g de contra-filé limpo e cortado em tirinhas
sal e alho para temperar
um fio de azeite
1 cebola pequena cortada em cubos
um tantinho de molho inglês

Modo de fazer:
Adicione todos os ingredientes, menos o queijo, na água fria (método mineiro de fazer angú) e misture por muito tempo, até que o fubá fique bem cozidinho. Isso demora. Se for preciso, acrescente mais água. Não deixe a polenta ficar muito dura, ela tem que ser cremosa. Acrescente o queijo ralado e cubra o fundo de um potinho simpático para servir.

Tempere a carne com sal, alho e o fio de azeite. Coloque em uma frigideira anti-aderente para dourar. Adicione a cebola e o molho inglês. Espere que as cebolas fiquem coradas, assim como a carne e cubra a polenta. Decore com folhas de estragão.
Fica delicioso! Opinião que quem esteve de regime nas duas últimas semanas...

15/08/2009

O dia em que fui vencido


Casar é bom por uma série de motivos, mas para quem gosta de comer uma das vantagens é que sempre podemos provar dois pratos diferentes quando vamos a algum lugar. Em outras palavras: a comunhão é de bens e sabores. No meu caso e da Bibi isto é verdade também, só que com uma peculiaridade: sempre que escolhemos os pratos em um restaurante o meu é melhor, pelo menos é o que ela diz, na maioria das vezes com a minha anuência. Acreditamos que isto se deva ao fato de ela ser de dieta, vitimada que é pelos estereótipos de beleza dos dias de hoje.

Uma noite destas, no entanto, eu fui vencido. Perdidos em SP, procurávamos um lugar para comer e demos de cara com o Rockets, uma simpática lanchonete na esquina da Melo Alves com a Alameda Lorena, meio de estilo anos 50, que sempre tivemos vontade de visitar, mas nunca fizemos dela uma oportunidade. Neste dia criamos coragem e fomos. Eu pedi um sanduíche que era muito gostoso, com uma carne suculenta, cebola e o diabo. A Bi pediu um B.B. King, o sanduíche aí da foto. Em resumo: pão bom e quentinho, carne deliciosamente temperada e no ponto ideal, bacon crocante e blue cheese. Um deleite, absolutamente divino! Pela primeira vez em quase 10 anos juntos ela comia algo que ambos concordávamos ser melhor do que o que eu comia.

Até hoje penso no dia em que fui vencido. Fiz da imagem acima minha TV de cachorro, meu pão com ovo. Ainda hei de voltar lá e comer aquele sanduíche...

www.rockets.com.br

14/08/2009

Strawberry forever


Se você nasceu no século XX, nota um certo estranhamento ao ler o título desta postagem. Parece que alguma coisa não está legal, não é? Digo isto porque se acrescentarmos a palavra “fields” entre as duas outras teremos o título de um dos mais importantes hinos do rock, lapidado pelo gênio de Lennon e McCartney. Trata-se de um dos exemplares de uma fase memorialista dos Beatles, que inclui faixas como Penny Lane, nas quais a dupla de autores trazia à tona reminiscências de sua juventude em Liverpool. Strawberry Fields era um orfanato mantido pelo Exército de Salvação que John freqüentou durante sua infância para festas beneficentes ao lado de uma tia.

Esta receita tem um quê disto para mim. Me lembra tardes de maio na varanda de casa depois de algum delicioso almoço feito por mim e pela Bibi. Morangos sempre são gostosos, mas se acompanhados pelos ingredientes certos, ficam melhores ainda. Ah, e parabéns à blogueira pela foto!

Ingredientes:
Morangos frescos e lavados
Creme de leite fresco (1 frasco)
Açúcar aromatizado com baunilha
Açúcar de confeiteiro
Vinagre balsâmico

Modo de preparar:
O que dá trabalho nesta receita é o chantilly. Em um bowl de metal acrescente o creme de leite fresco e o açúcar, adoçando a gosto. Em seguida bata até atingir o ponto certo, que, segundo os especialistas, é aquele em que você pode virar o bowl de cabeça para baixo sem que o chantilly escorra. Na verdade ele só precisa ficar firme o suficiente. Corte os morangos ao meio, polvilhando-os com um pouco de açúcar de confeiteiro e um fio de vinagre balsâmico. Acrescente o chantilly em seguida.

Dica da Myrna:
Já falamos dos vinhos de sobremesa por aqui, mas esta receita em particular clama por eles como um beduíno por água no deserto do Saara. Não somos dados a propaganda, mas nós aqui do Segredos recomendamos o colheita tardia da vinícola Aurora. Brasileiríssimo, da serra gaúcha, pode ser encontrado sem dificuldade em supermercados a preços que variam entre 15 e 20 reais. É tão gostoso que dá vontade de torcer a garrafa quando acaba...

13/08/2009

Hora de aproveitar!


São Paulo é a cidade onde tudo é mais, onde tudo é maior. Os melhores restaurantes, as lojas mais caras, o melhor pastel de feira, o melhor salário, mas também os maiores problemas sociais, as maiores desigualdades e o pior trânsito do planeta. Apesar de todos os pesares, de uma coisa ninguém pode reclamar: da comida. Come-se bem por aqui. Por vezes é preciso pagar mais caro, ter uma culinária mais refinada, mas na esmagadora maioria das vezes come-se bem sem gastar muito.

A SPRW é uma ótima oportunidade que alia bons preços à alta gastronomia de São Paulo. Bons restaurantes com menus fechados e a preços fixos, sempre trazendo novidades tentadoras para o nosso paladar. Hei de confessar que não conheço muitos os restaurantes da lista, mas todos os que visitei foram excepcionais. Em 2009 há um atrativo a mais - trata-se do ano França-Brasil e muitos dos pratos terão inspiração nesta que é considerada a melhor escola culinária do mundo.

Enfim, aproveito para divulgar o evento e sugerir que se alguém estiver por aqui em sua época, aproveite bastante! Quem sabe eu também não consigo provar alguma coisa e posto por aqui?

Reportagem do Estadão - Restaurant Week flerta com a França

Reportagem da Folha - Restaurant Week celebra Ano da França no Brasil no fim de agosto

Site oficial da Restaurant Week 2009.

12/08/2009

Torta folhada de tomates com queijo

Ingredientes:
1 caixa de massa folhada (descongelar com antecedência)
350g de queijos variados (eu usei mussarela e uns pedacinhos de parmesão)
1 tomate fresco picado em cubos
1 cebola cortada em rodelas finas
1 gema de ovo
algumas folhas de manjericão grosseiramente picadas
orégano e pimenta do reino à gosto

Modo de fazer:
Sobre uma assadeira untada, abra a massa dobrando as laterais para que segurem o recheio.
Leve ao forno por 10min.
Cubra com os queijos, o tomate e a cebola. Salpique o orégano e a pimenta. Picele as laterais da torta com a gema de ovo e leve ao forno, novamente, até dourar.
Por fim, acrescente mangericão e aproveite!

07/08/2009

Gol de placa do Segredos...


Caros leitores, como Nelson Rodrigues, inspirador máximo de nossa casa, tornei-me um profeta. Modéstia às favas, sim. Eis o porquê de minha ascenção ao dito posto: matéria do Estadão (melhor jornal de SP, batendo de longe a Folha, mera serviçal da elite) desta quinta última sobre algo que já cantamos em prosa e verso por aqui.

Mais uma vez: uma wok é o que há. Se não tem uma, corrija este pecado insofismável para ontem!

Taí o link: A dama do corpo perfeito.

02/08/2009

Arroz com hortelã e castanhas


Dizem os grandes chefs que a melhor cozinha é a mais simples, aquela encontrada na cozina da casa da gente, sem muita frescura, sem muito requinte, mas com sabores indescritíveis e absolutamente impossíveis de serem reproduzidos no ambiente asséptico e quase industrial da gastronomia comercial. Acho que isto tem um quê de verdade, afinal a cozinha da Cida, que trabalha lá na minha mãe há eras e aprendeu a cozinhar com minha avó, é melhor do que muito que já comi em grandes restaurantes ou mesmo nos botequins mais modestos. O mesmo posso dizer da cozinha das avós da Bibi e da minha. Não sinto falta dos pratos de nenhum restaurante em particular, mas nada como (que me perdoem os puristas) um arroz com feijão, angu, carne moída com molho de tomate e um ovo frito feitos pela Cida. Nada sofisticado, nada blogável, mas inesquecível.

Esta receita da Bibi é uma destas de grande simplicidade porém de sabores sutis e irrepreensíveis. Não tem muito segredo, pois as quantidades não são tão importantes: é tudo uma questão de sensibilidade ou simplesmente de gostar mais de castanhas do que de hortelã!

Ingredientes:
um tanto de arroz já cozido
um punhado de hortelã picado
um outro punhado de castanhas de cajú quebradas com a lateral da faca

Modo de fazer:
Misture tudo!
Eu sei, essa receita foi uma fraude, mas ficou gostoso a tal arroz...

OBS: Outra postagem a quatro mãos... O mérito culinário, no entanto, é exclusivo da Bibi.