06/05/2009

Mandioca com manteiga de garrafa


Belo Horizonte é uma cidade sui generis para mim. A maior concentração de botequins por habitante no mundo se dá por lá e, em consequência disto, temos ali uma das melhores comidas de bar. Entre os nativos é comum o uso de manteiga de garrafa para a preparação e tempero destes pratos. Intrigados com os usos culinários e o sabor da mesma, Bibi e eu pedimos ao meu sogro, Messias, que trouxesse uma garrafa de manteiga para a gente em uma das visitas à Clarice em BH. Trata-se pois de uma manteiga clarificada, isto é, concentrada, sem tanta gordura. Tentamos aqui reproduzir, com um toque pessoal é claro, uma das receitas de bar que mais gostamos!

Ingredientes:
Meio quilo de mandioca
Manteiga de garrafa (o equivalente a duas colheres de sopa)
Sal e pimenta à gosto
Alecrim

Modo de preparar:
Após lavar e descascar a mandioca, coree-a em pedaços relativamente pequenos (cerca de um quarto da circunferência) e cozinhe-os em água e sal até ficarem macios o suficiente para permitirem a penetração de um garfo com facilidade, mas mantendo a integridade da mandioca. Escorra a água. Em uma frigideira derreta a manteiga e adicione o alecrim, acrescentando em seguida a mandioca para dourá-la por fora. Sirva e acrescente sal e pimenta a gosto.

Dica da Myrna:
Manteiga de garrafa não mudou a órbita do meu sol, verdade seja dita. Não sei se fomos infelizes na encomenda ou, se como Cruzeiro e Atlético, Belo Horizonte revelou-me uma nova coisa dispensável no mundo. O gosto em nada supera o de uma boa manteiga mineira. O prato, no entanto, serve como uma bela entrada, meus amigos.

7 comentários:

lhelena disse...

Guilherme, me lembrei que já compramos manteiga de garrafa (encomenda tb) na feira de São Cristovão, no Rio. Será que ainda vende por lá? O sabor? ai ai ai... não sei! =0

Bianca Lemos disse...

Quem não conhece BH não sabe o que está perdendo...
É uma ótima cidade em que moram muitos tios e primos queridos, também minha irmã e uma grande amiga!
Cidade nada dispensável!
Viu Gui?!

Guilherme Felga disse...

Lúcia, há algum tempo tenho tido vontade de ir à feira de São Cristovão mas ainda não tive uma oportunidade para fazê-lo. Imagino que o sabor seja algo diferente daquela manteiga de BH, pois esta deve realmente ser feita no nordeste. Só testando mesmo para ter certeza!

Lhe darei notícia assim que tirar a prova.

Guilherme Felga disse...

Lúcia, há algum tempo tenho tido vontade de ir à feira de São Cristovão mas ainda não tive uma oportunidade para fazê-lo. Imagino que o sabor seja algo diferente daquela manteiga de BH, pois esta deve realmente ser feita no nordeste. Só testando mesmo para ter certeza!

Lhe darei notícia assim que tirar a prova.

Priscilla de Paula disse...

Guilherme, que coragem chochar BH assim... não sei se fico indignada ou se acho até legal... mas Bh é massa!

FERNANDO MAGALHÃES disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Mcl disse...

Olá. Realmente a manteiga de garrafa e a manteiga clarificada são duas coisas parecidas, porém diferentes. "Tal laticínio é obtido pelo cozimento do creme de leite bovino até que se evapore toda a água e restem apenas a gordura e as partículas sólidas da nata. Após feita, pode ser consumida em até dois meses. Sua fabricação é em grande parte artesanal, sendo a comercialização predominantemente informal, como em feiras, pequenos pontos de comércio e propriedades rurais."
Ela é rançosa e, mesmo belorizontino que sou, morando a 150m do Mercado Ccentral, prefiro clarificar uma manteiga ou mesmo usar a manteiga comum sem sal para alguns fins.