31/05/2009

Adoro alface!


Aqui em casa mais alguém gosta de alface pura... Cachorrinho light esse nosso!

O Juca foi submetido a uma cirurgia semana passada para retirada de cálculos na bexiga. Ainda está internado, tadinho, mas deve sair na segunda-feira. Vamos torcer para que o nosso Juju esteja de volta tão transtornado quanto antes.

Amanhã no blog um dos meus favoritos pessoais: sardela. Não deixem de entrar!

Molho de iogurte, hortelã e alho


Mais uma prova da necessidade de planejarmos os nossos almoços com alguma antecedência! Para acompanhar o arroz colorido era necessário que houvesse uma salada. Eu havia comprado uma boa alface no dia anterior, mas como já postei anteriormente, a Bibi tem pavor de comer alface pura. Foi preciso uma invencionice. Eu li alguma coisa sobre este molho em algum lugar, mas jamais vou me lembrar onde, mas o fato é que ficou bom! A você, autor esquecido ou meste cuca anônimo, meu muito obrigado!

Ingredientes:
Um pote de iogurte natural (200 gramas)
Suco de meio limão
Folhas de hortelã (1 xícara)
Meio dente de alho bem ralado
Azeite (2 colheres de sopa)
Pimenta do reino moída à gosto

Modo de preparar:
Inicialmente pegue as folhas de hortelã e pique-as o mais pequenininho que conseguir. Se você tiver uma mezzaluna ajuda bastante (a nossa é bem mais simples do que essa do link, viu!?). Coloque-as juntamente com o iogurte, o suco do limão, o azeite e o alho em um bowl e misture bem. Por fim acrescente a pimenta à gosto.

Dica da Myrna:
Embora tenha sido concebido para acompanhar saladas, descobrimos que este molho vai muito bem com pães e torradas também. Faça o teste!

Arroz colorido à moda mediterrânea


O dia-a-dia de quem não tem uma boa secretária do lar demanda algum planejamento e trabalho. Os almoços precisam ser planejados de antemão e a geladeira tem sempre que ter algum coringa para ser usado na última hora. A história desse prato cruza esta linha.

Esta semana eu e a Bibi cozinhamos arroz suficiente para dois almoços nossos e o deixamos na geladeira juntamente com um rosbife (a ser postado em um futuro breve). Eu confesso não ser um grande fã de arroz, mas, querendo aproveitar uma abobrinha e um par de pimentões coloridos para enriquecer o almoço com uma salada de legumes, acabei improvisando este arroz colorido. Esta quantidade da receita serve duas pessoas com fartura.

Ingredientes:
1 abobrinha
1 pimentão vermelho
1 pimentão amarelo
Alho
Azeite
1 colher de sopa de manteiga
Sal e pimenta à gosto
Queijo parmesão ralado (meia xícara)
Arroz branco previamente cozido (cerca de 2 xícaras)

Modo de preparar:
Lave a abobrinha e corte-as em fatias e, posteriormente, divida-as em quatro. Lave os pimentões, corte-os ao meio e retire as sementes e aquele miolo esbranquiçado, fatiando os pimentões de um pouco menos de meio centímetro em seguida.

Em uma panela wok aqueça em fogo baixo um fio de azeite e a manteiga, acrescentando em seguida dois dentes de alho amassados. Quando o alho tiver começado a dourar um pouco, acrescente todos os legumes e misture bem. Adicione sal e pimenta preta moída à gosto. Os legumes deverão ser refogados por tempo suficiente até que a abobrinha esteja firme, mas macia, e os pimentões estejam al dente. Ainda com a panela no forno acrescente o arroz diretamente da geladeira e o queijo ralado, misturando bem. Experimente antes de servir para acertar o ponto do sal e da pimenta. Polvilhe um pouco de queijo ralado por cima do arroz já servido apenas para decorar o prato.

Dica da Myrna:
Na geladeira nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma! Dê asas à sua imaginação!

Post scriptum:
Eu não sou um fã ardoroso de arroz todos os dias, mas justiça seja feita para o arroz com feijão. Uma ou duas vezes por semana abandonamos nossa cozinha para nos deliciarmos com esta delícia nas casas de meus pais ou meus sogros. Gustavo, você tem razão!

30/05/2009

Manteiga de ervas


Uma boa saída pra quem vai receber os amigos mas está sem tempo para invencionices gastronômicas.

Ingredientes:
200g de manteiga com sal em temperatura ambiente
1cs de manjericão fresco bem picado (você pode substituir por qualquer erva que estiver à mão)
1cc de tomilho seco
pimenta branca moída na hora

Modo de fazer:
Misture todos os ingredientes. (!) É só isso mesmo...

Dica da Myrna:
Aqueça no forno algumas fatias de pão italiano, são o melhor suporte pra essa manteiga.

Caldo de mandioca com cominho


Ingredientes:
1kg de mandioca cortada em cubos grandes
300g de filé mignon (ou qualquer carne que estiver de bobeira na geladeira)
2 cebolas
2 dentes de alho picados ou socados
1/2x de azeite ou de qualquer outro óleo vegetal
sal, pimenta do reino e pimenta malagueta à gosto
2cc de cominho (faz toda a diferença!)
um punhado de cebolinhas verdes
água quente que baste

Modo de fazer:
Refogue as cebolas e o alho no azeite e depois coloque a carne picadinha, ela já deve estar temperada com sal e pimenta do reino.
Deixe a carne dourar bem e retire-a da panela. Sobre as cebolas que restaram, acrescente a mandioca, a água quente e os outros temperos, menos a cebolinha, que deve entrar somente no final pra que não fique amarelada.
Quando a mandioca estiver cozida, devolva a carne para a panela, acerte o sal, acrescente a cebolinha verde e em poucos minutos você terá um jantar reconfortante.

Carambolas


Presente da Flávia, uma vizinha de pouco tempo que parece ser amiga de longa data...

26/05/2009

Crônica


Hoje, para variar um pouco, não falarei de receitas... Gustavo e Táscia, para quem não conhece, são dois grandes amigos nossos e criaram há algum tempo um blog, o Hupokhondría para darem vazão a seu ímpeto criativo literário, o que resultou em extasiantes contos de algumas linhas. Alguns autores acreditam ser este um gênero literário menor, porém outros como o Poe, meu favorito, consagraram-se nesta modalidade de escrita. Drummond, Verissimo, Lovecraft, Oscar Wilde e Machado de Assis reforçam a idéia.

Este texto foi escrito pelo Gustavo em homenagem à nossa casa e seus segredos. Leiam e tirem suas próprias conclusões, mas saibam que uma visita ao blog deles vale o clique, afinal alguma coisa você também tem.

Arroz com feijão

para Myrna

- Vamos colocar nossas receitas num blog?

Assim começou o pesadelo, na hora do jantar. No dia seguinte, um sábado, cozinharam pasta acompanhada de cebola recheada assada. Fizeram todo o aparato: preparam as melhores louças, armaram o cenário, planejaram a luz e tiraram a foto que acompanharia a receita e o texto de apresentação do blog. Comeram frio, fato irrelevante perto do feito que propagaram aos amigos pelos e-mails da semana.

O feedback levou à empolgação do final de semana seguinte: entrada, prato principal e sobremesa, barba-cabelo-bigode da boa mesa. Ou assim pensavam antes de alguém perguntar o que beber para acompanhar os pratos. Quarta-feira já havia um coquetel no blog.

Os acessos ao blog faziam o contador girar freneticamente e os comentários empolgavam e levavam a carnes, doces, legumes, drinks, peixes e acompanhamentos diários. Bastava que um chegasse em casa e descabia-se para a cozinha com a sugestão de um colega sobre um pé-de-moleque ou de um amigo a respeito de uma pasta para torradinhas. Se cozinha ganhasse hora extra…

Semanas e meses em incansável labuta gastronômica. Liam livros, procuravam em receitas e bastava um dia sem uma novidade no blog e lá vinham as reclamações, nem sempre de amigos: a notícia viajou. Os constantes textos explicativos das receitas demandavam pesquisas literárias e históricas, as ricas citações não poderiam perder o nível, e assim prosseguiu o trabalho até o dia em que ele chegou em casa atrasado, preocupado por ser seu dia de fazer a sobremesa, e ela chorava copiosamente sobre uma panela esfumaçada.

- O que houve meu bem, queimou alguma coisa?

- O arroz! – desesperou-se – Quero arroz com feijão!!!

Gustavo Burla

25/05/2009

Caldo verde


Ingredientes:
6 batatas cozidas e amassadas
3 dentes de alho
1 cebola ralada
4cs de azeite (tenho que ser sincera, nunca medi, mas deve ser mais ou menos isso...)
2 gomos de paio
1 maço de couve
700ml de água (essa eu medi!)
gotas de pimenta malagueta
sal a gosto

Modo de fazer:
Lave as folhas de couve, retire o talo, enrole-as e corte em fatias bem fininhas. Para que não fiquem filetes muito longos, corte-os ao meio.
A preparação do paio é ainda mais simples, eu mantenho um ou dois gomos congelados no freezer, é só tirar a pele e cortar em rodelinhas antes de guardar. Se estiverem congelados, eu coloco no microondas por 2min. envoltos em papel toalha para que percam um pouco da gordura. Isso pode ser feito também fritando o paio, sem óleo, em uma panela anti-aderente por alguns minutos.

Refogue o alho e a cebola no azeite, acrescente a batata amassada, misture bem e coloque a água quente. Adicione o paio, a pimenta e o sal.
Depois que os sabores estiverem bem integrados, coloque a couve, que não pode ser cozida por muito tempo para não ficar amarelada.
Decore com um fio de azeite e aproveite as noites frias que vêm por aí!

Lola


Desculpe-nos pelo sumiço. Os últimos dias foram um tanto tumultuados...
A novidade é esta aí em cima, a Lola, mais nova integrante canina da família. Ela é um filhote de Golden Retriever, presente da querida amiga Regina. O relacionamento entre ela e o Juca, nosso Lhasa Apso, ainda está um pouco tenso, por isso o pouco tempo para postar as fotos, mas elas estão sendo feitas e em breve estarão no blog.

18/05/2009

Cebolinhas assadas com alho e alecrim


Ingredientes:
1 kg de cebolas bem pequenas
4 cabeças de alho descascadas
ramos de alecrim
1/2x de azeite
pimenta do reino moída na hora
sal que baste

Modo de fazer:
Retire com a mão as cascas externas das cebolas, coloque em uma travessa junto com o alho. É importante que essa travessa possa ir ao forno...
Regue com o azeite, salpique o sal, a pimenta e o alecrim.
Leve ao forno médio por uns 40 min. Prepare-se, vai espirrar um pouco mas a satisfação é garantida.
As cebolinhas estarão prontas quando, ao apertar de um lado, ela saia bem molinha do outro.
Vai bem com carne, com uma boa massa ou pura mesmo!

15/05/2009

Qual o nome deste drink? Aceitamos sugestões!


O Brasil atualmente produz alguns dos melhores espumantes do mundo, comparáveis aos melhores vinhos europeus. Eu e a Bibi os adoramos, todos eles, especialmente se bem gelados e em dias quentes. Depois de experimentarmos o kir royal, feito com licor de cassis e champagne, resolvemos derivar as mesmas receitas com o prosecco com bons resultados. Substituir o champagne pelo espumante nesta receita, por exemplo, dá um drink digníssimo.

Em delírios etílicos ou em algum programa de culinária, talvez no da Nigella, vimos esta receita e a mesma se tornou um dos nossos personal favourites. Não sei o nome. Pensamos em Bellini de laranja (o Bellini verdadeiro é feito com suco de pêssego), mas como somos democráticos, gostaríamos que vocês, nossos leitores, nos ajudassem a dar um nome para este drink. Experimentem a delícia (várias vezes, várias vezes!) antes de começarem a ter idéias e postem as mesmas por aqui!

Ingredientes:
Vinho espumante
Suco de laranja

Modo de preparar:
No fundo de uma taça coloque uns 30 ml de suco de laranja e complete a taça com o espumante. Deve ser servido gelado, bem gelado!

Dica da Myrna:
Use suco de laranja de caixinha, daquele industrializado, mesmo! Fica mais homogêneo e sem os gomos da laranja, o que fica bem melhor no drink.

Repolho agri-doce


A comida alemã é uma daquelas que tem um lugar especial no meu coração (ou seria no meu estômago?). Há alguns anos atrás eu tive um congresso em Campos do Jordão e aproveitamos, eu e a Bibi, para passear um pouco e conhecer iguarias locais outras além dos chocolates e cervejas. Bons restaurantes alemães permeiam aquela cidade. Einsben, salcichões brancos, mostarda escura, purê de maçã, chucrute... Tudo é gostoso, mas é uma comida pesada. Esta receita bebe diretamente nesta fonte, mas, ao contrário das mesmas, é leve e, asseguro, deliciosa!

Antes da receita propriamente dita, um outro "causo". No meu primeiro ano em São Paulo na residência, comia pessimamente. A comida do HC era insuportável, no entanto era o que dava para comer. A Bibi sempre se esmerou para fazer coisas gostosas em casa para mim e meus amigos que eventualmente passavam por lá para almoçar. Um dia meu amigo Odílson, a única pessoa do mundo com três nomes próprios e nenhum sobrenome, foi almoçar lá em casa. O cardápio: uma linda peça de rosbife, salada de batatas e este repolho. Resultado: não sobrou nada nem para contar história. Comemos tudo. A Bibi admirou-se do fato e até hoje nos sacaneia, pois era comida para seis pessoas...

Ingredientes:
Um repolho roxo cortado em pequenas fatias
Óleo de canola
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de açúcar refinado
2 colheres de sopa de vinagre de arroz
1 colher de chá de Kümmel
100 g de uvas passas
Sal

Modo de preparar:
Em uma panela grande coloque um fio de óleo de canola apenas para aquecer e derreter a manteiga sem queimá-la. Quando a mesma estiver derretida, acrescente todo o repolho, mexendo com uma colher de pau até que ele comece a amolecer. Tampe e deixe refogar durante alguns minutos, abrindo a panela de vez em quando para mexer. Quando o repolho começar a ficar macio, você estará quase no ponto. Acrescente então o açúcar, o vinagre de arroz, o kümmel e as uvas passas, misturando todos os ingredientes. Ao final acerte o ponto do sal se for preciso.

Dica da Myrna:
A meu ver a grande estrela do prato é o kümmel, uma erva muito utilizada na culinária nórdica para aromatizar queijos e pratos salgados. Tem um gosto que lembra muito o da erva-doce, mas é mais suave. Este prato é extremamente perfumado e saboroso, sobretudo graças à nossa estrela. A gente acha o kümmel em qualquer supermercado, basta procurar na parte de temperos.

12/05/2009

Creme de banana e açafrão com chocolate


Bananas muito maduras na fruteira, uma barra de chocolate pela metade e aí está o resultado...

A idéia surgiu por conta de um docinho divino que eu comi no casamento da Patrícia (nossa futura correspondente em BH), eram cubinhos de doce de banana cobertos com chocolate...

Ingredientes:
6 bananas maduras (usei 3 bananas prata e 3 da terra)
4cs de açúcar
1c de sobremesa de açafrão
1cc de canela moída
1/2x de água
1 caixa de creme de leite
quadradinhos de chocolate meio amargo para rechear
pedaços de pau de canela para decorar

Modo de fazer:
Pique as bananas em pedaços pequenos (assim vai cozinhar mais rápido), coloque em uma panela com o açúcar, a água, a canela e o açafrão. Misture até que fique na consistência de um doce mole, quase desgrudando da panela. Não deixe ficar escuro! Retire do fogo, acrescente o creme de leite e mexa até que doce e creme sejam uma coisa só.

Para a motagem, faça o seguinte: coloque um pouquinho do doce no fundo de um copo pequeno ou outro potinho - xícaras de café serviriam bem - coloque um quadrado do chocolate e cubra com outra camada do doce. Para decorar é só colocar um pedacinho da canela em pau. Fica lindo, né?!
Eu esquentei no microondas por 30s antes de servir, o chocolate derreteu e ficou na medida certa!

09/05/2009

Pizza Capricciosa

Cobertura de alice e cebolas

Muita gente acredita que pizza é uma coisa pra ser comida na rua. Quando muito, compra-se a massa pronta e coloca-se a cobertura.
Essa receita é de uma das melhores pizzas que eu comi na época em que morava no Rio, na pizzaria Capricciosa. Eles publicaram um livro de onde tirei a receita da massa.
Como eu não resisto, fiz algumas alterações...

Ingredientes para a massa básica:
15g de fermento biológico para pão
50ml de água morna
500g de farinha (eles pedem a farinha 00, coisa rara por aqui, coloquei a normal)
250ml de água mineral
25ml de azeite
25g de sal (coloquei só 15g)

Verdade seja dita: se não pesar tudo direitinho também dá certo!

Modo de fazer:
Dissolva o fermento na água morna, junte a farinha e a água mineral enquanto trabalha a massa com as mãos. Acrescente o azeite aos poucos, e por fim o sal.
Faça uma bola, coloque a massa em uma bacia untada com azeite e deixe a massa descansar por 30 min ou até que dobre de tamanho. Cubra a bacia com um pano de prato úmido durante o processo de crescimento.
Depois do primeiro crescimento, divida a massa em 4 e deixe descansar por mais trinta minutos para terminar a fermentação. Rende 4 pizzas redondas ou duas quadradas.

Nós colocamos duas coberturas diferentes:

Cobertura de alice com cebolas: Abra a massa com o rolo ou com as mãos, coloque uma concha grande de molho de tomates, cubra com mussarela ralada, os filés de alice, cebolas e pimentões vermelhos cortados em rodelas, orégano e um tiquinho de pimenta do reino.


Marguerita com tomilho

Para a cobertura de marguerita com tomilho, abra a massa com o rolo ou com as mãos, coloque uma concha grande de molho de tomates, cubra com mussarela ralada, rodelas de tomate, salpique o tomilho. Depois de assada coloque jogue o manjericão fresco rasgado com as mãos, de um jeito bem rústico. Fica linda, além de deliciosa.

07/05/2009

Abobrinha refogada com calabresa


Roubaram meu pé-de-moleque, mas aqui presto o tributo à autora da receita: Bibi! Justiça seja feita, o prato ficou uma delícia, mas ficará ainda melhor com a historinha por trás do fato.

Caros leitores, vocês bem sabem como são aquelas manhãs preguiçosas de domingo. Acordar um pouco mais tarde, tomar café com o sol a pino, arrumar pequenas coisas dentro de casa que nunca temos tempo para fazer durante a semana, enfim, um misto de ócio com pequenos afazeres essencialmente domésticos. Nesta situação uma barreira intransponível se impõe: a do pijama. Ninguém, sobretudo se o tempo estiver um pouco mais frio, gosta de tirar o pijama nestes dias. O mesmo parece se moldar à nossa silhueta e se torna quase uma segunda pele.

Esta receita surgiu numa manhã assim. Bibi e eu, eu e Bibi, cansados, preguiçosos, não quisemos sair de casa para comprar algo para o almoço. Então recorremos à geladeira e nos deparamos com um vácuo, todavia eis que achamos ali um punhado de calabresa, abobrinhas e cebolas. Por que não fazermos uma salada com isto? A imagem conta o restante da história. O gosto, no entanto, só fazendo que vão descobrir!

Ingredientes:
2 Abobrinhas
2 Cebolas
200 g de linguiça calabresa
1 dente de alho picado em pedacinhos bem pequenos
Azeite
Sal e pimenta

Modo de preparar:
Corte as abobrinhas em rodelas e divida-as em quatro para facilitar o cozimento. Com as cebolas e a linguiça siga o mesmo raciocínio. Coloque um fio de azeite em uma panela wok em fogo baixo até que o mesmo fique bem refogado. Acrescente em seguida a abobrinha, a cebola e a linguiça, mexendo sempre com uma colher de pau para que os sabores se misturem. O ponto ideal será aquele em que a abobrina estiver macia, mas firme. Por fim acrescente sal e pimenta moída à gosto. Combina bem com arroz branco e um bom vinho.

Dica da Myrna:
É inacreditável o que podemos fazer com o que temos na geladeira se tivermos um pouco de criatividade. Na geladeira nada se perde, tudo se transforma!

06/05/2009

Mandioca com manteiga de garrafa


Belo Horizonte é uma cidade sui generis para mim. A maior concentração de botequins por habitante no mundo se dá por lá e, em consequência disto, temos ali uma das melhores comidas de bar. Entre os nativos é comum o uso de manteiga de garrafa para a preparação e tempero destes pratos. Intrigados com os usos culinários e o sabor da mesma, Bibi e eu pedimos ao meu sogro, Messias, que trouxesse uma garrafa de manteiga para a gente em uma das visitas à Clarice em BH. Trata-se pois de uma manteiga clarificada, isto é, concentrada, sem tanta gordura. Tentamos aqui reproduzir, com um toque pessoal é claro, uma das receitas de bar que mais gostamos!

Ingredientes:
Meio quilo de mandioca
Manteiga de garrafa (o equivalente a duas colheres de sopa)
Sal e pimenta à gosto
Alecrim

Modo de preparar:
Após lavar e descascar a mandioca, coree-a em pedaços relativamente pequenos (cerca de um quarto da circunferência) e cozinhe-os em água e sal até ficarem macios o suficiente para permitirem a penetração de um garfo com facilidade, mas mantendo a integridade da mandioca. Escorra a água. Em uma frigideira derreta a manteiga e adicione o alecrim, acrescentando em seguida a mandioca para dourá-la por fora. Sirva e acrescente sal e pimenta a gosto.

Dica da Myrna:
Manteiga de garrafa não mudou a órbita do meu sol, verdade seja dita. Não sei se fomos infelizes na encomenda ou, se como Cruzeiro e Atlético, Belo Horizonte revelou-me uma nova coisa dispensável no mundo. O gosto em nada supera o de uma boa manteiga mineira. O prato, no entanto, serve como uma bela entrada, meus amigos.

05/05/2009

Fusili com bacon e canela


Nós proletários da classe média somos uma categoria curiosa. Negamos veementemente nossa submissão às convenções trabalhistas, não mencionamos o fato de sermos assalariados nem mesmo num terreno baldio à luz de achortes em companhia de uma cabra vadia e agradecemos a todos os deuses do mundo por uma mísera aposentadoria. Por outro lado aspiramos à riqueza, comprando badulaques em lojas caras só para dar um pinta, viajamos em classe econômica para Paris e lá nos hospedamos em hotéis meia-sola só para podermos pedir um café de muitos euros em um charmoso bistrô.

Tergiverso para contar a história desta receita. Proletário como sou, ia e via de SP para JF com alguma frequência e, numa destas, dando sopa na rodoviária, fui à livraria e lá me deparei com um livro do Silvio Lancellotti publicado pela L&PM Pocket, "100 receitas de macarrão". Estava baratinho e acabei comprando-o na esperança de que o folheio do mesmo matasse o tempo e me desse alguma idéia.

Ali achei uma pérola, o spaghetti del Cuoco Stefani, aqui livremente adaptado conforme o título. A receita foi originalmente publicada em 1662 no livro "L’arte di ben cucinare", de Bartolomeo Stefani, cozinheiro do Duque Carlo II de Mantova. Precisei adaptá-la à nossa disponibilidade de ingredientes e o resultado é, modéstia às favas, soberbo. A primeira vez em que fiz este macarrão foi de surpresa para a Bibi quando ela ia para SP passar o final de semana comigo. Até hoje ela me fala daquela noite...

Ingredientes:
500 g de fusili
2 colheres de sopa de manteiga
200 g de bacon picadinho
1 pimentão vermelho fatiado de comprido
2 pimentas dedo-de-moça picadas em rodelas sem as sementes
1 colher de chá de canela
4 cravos moídos e peneirados
1 colher de chá de açúcar mascavo
2 colheres de sopa de suco de limão
Azeite

Modo de fazer:
Em uma frigideira grande coloque um fio de azeite, pouca coisa, para em seguida acrescentar a manteiga, sempre em fogo baixo, procurando distribuir a manteiga homogeneamente por toda a figideira com uma colher de pau. Tão logo ela esteja quente o suficiente, refogue o bacon, juntamente com a canela, o cravo e o açucar mascavo. O bacon vai dourar de uma forma diferente da habitual, ficando menos crocante, mais suculento e adquirindo uma cor mais escura. Uma vez que o bacon tenha começado a adquirir esta cor acrescente o pimentão, as pimentas e o suco de limão à mistura, deixando-os refogar até que o pimentão amoleça. Mexa bem com a colher de pau para que os sabores se misturem bastante.

Quando o pimentão estiver no ponto despeje na frigideira o fusili al dente e mexa e remexa, até que o molho entranhe no macarrão e se distribua uniformemente por toda a pasta.

Dica da Myrna:
Para quem gosta de impressionar os convidados, esta receita é matadora! O perfume das especiarias vai invade todos os cantos de sua casa e todo mundo fica com água na boca! Ideal um espumante bem gelado para acompanhar!

Comunhão de bens, mas vá lá...

Caros amigos, quando eu e Bibi nos casamos optamos pela comunhão parcial de bens, segundo a qual tudo aquilo que acumulássemos dali por diante seria de posse de ambos. Na época pensei com meus botões: "O que ela iria poder querer com minhas revistas em quadrinhos, CDs e livros? Acho que nada ou se quisesse alguma coisa certamente poderia repor. Vamos então à comunhão de bens." Assinei os papéis, nos casamos e três anos se passaram até que fui roubado!

Não de meus bens mais preciosos, mas de minha postagem receita de pé-de-moleque! Tudo bem que a receita foi dada por uma aluna da Bibi, mas eu é que arrumei tudo e que fiquei com meu braço doendo de tanto mexer a panela com aquela mistura divina. Fui para SP na segunda com uma pulga atrás da orelha, pois sabia que isto aconteceria. Como a foto do pé-de-moleque ficou linda tinha para mim que iria postá-la antes de eu poder fazê-lo.

Por favor se unam a mim no protesto, caros leitores! Assim não pode ficar!

04/05/2009

Pé de moleque com leite condensado


Essa receita me foi enviada pela Mariana, minha aluna do segundo período de Arquitetura e, pelo visto, exímia cozinheira.
Quem ficou na beira do fogão foi o Gui, mas eu não resisti e resolvi postar a receita antes que ele volte de São Paulo... (A foto não é tentadora?)
É muito, muito gostoso e vale o trabalho! Definitivamente.

Ingredientes:
250g de amendoim sem torrar e com casca
500g de açúcar
4 colheres de achocolatado (nós usamos o light!!!! Só tinha ele...)
1 lata de leite condensado

Coloque o amendoim, o açúcar e o achocolatado em uma panela com fogo médio e prepare-se para mexer... um tanto! É preciso que o amendoim derreta e volte a secar e só então, quando der a impressão de que vai queimar, será o momento de colocar o leite condensado. Misture bem para incorporar os ingredientes e até que o pé de moleque se solte da panela.

Faça montinhos com uma colher sobre o papel manteiga mas espere esfriar antes de comer. Falta ainda resistir à panela, que insiste em ser raspada com colher...

Batata rösti com queijo


Fácil e simples, além de gostoso, claro!
Boa dica para um almoço de domingo com muita preguiça.

Ingredientes para 2 pessoas
4 batatas pequenas
1x de mussarela ralada
sal e pimenta do reino a gosto
tiquinho de manteiga para untar a frigideira
cebolinha verde para decorar

Modo de fazer:
Descasque e rale as batatas no lado grosso do ralador. Não precisa cozinhar! Tempere com sal e pimenta e não demore para levar ao fogo ou as batatas escurecerão.
Em uma frigideira aquecida, coloque a manteiga, uma camada fina de batatas (se não elas não cozinham direito), uma camada de queijo e outra camada de batatas. Pressione bem e espere que fiquem douradas, use fogo baixo.
Com a ajuda de um prato, vire o "sanduiche de batatas e queijo" e depois retorne-o deslizando novamente para a frigideira. Pressione mais uma vez e espere dourar o outro lado.
Coloque em um prato colorido e decore com as cebolinhas picadas.
A quantidade de batatas é o suficiente para duas operações como esta ... rende bastante.
Nós comemos com um delicioso salsichão branco comprado em Petrópolis e muita mostarda escura.
Um bom domingo esse...

03/05/2009

Aberta a temporada de sopas!

Está oficialmente aberta a temporada de sopas no "Segredos"!
A primeira, e mais fácil, é uma sopinha de legumes deliciosa...
Pode-se usar quaisquer legumes que estejam na geladeira, sua criatividade é o limite!


Sopa de legumes com fundinho de queijo

Ingredientes:
1 batata baroa
1 batata doce
1 cenoura
1 chuchu
1 cebola
1 gomo de linguiça calabreza
2 folhas de louro
sal, pimenta do reino e nóz moscada
molho inglês e molho de alho a gosto
gotinhas de pimenta malagueta (Coloque bastante, faz toda a diferença...)
2cs de azeite
1l de água quente
cubinhos de mussarela para forrar o fundo do prato

Modo de fazer:
Retire a pele da linguiça calabreza, corte em rodelinhas e coloque em uma panela anti-aderente para retirar uma pouco da gordura. Reserve.
Em uma panela maior, refogue a cebola no azeite, acrescente os legumes picados, a calabreza, os temperos, a água e deixe cozinhar até que fiquem macios.
Cubra o fundo dos pratos em que a sopa será servida com uma camada generosa de queijo. Esse queijo irá derreter em contato com a sopa quente. Jogue um pouquinho mais de pimenta do reino moída sobre o prato, fica uma cherinho delicioso...
Só posso dizer que é uma comida reconfortante depois de um cansativo dia de trabalho...

Dica da Myrna:
Corte em cubos grandes os legumes que demoram menos para cozinhar, como o chuchu, por exemplo, e em rodelas mais finas a cenoura, que demora mais. Assim você garante que todos ficarão cozidos por igual!

A foto do desastre

Na próxima tentativa eu posto a receita...

Bonitinha mais ordinária, leva-se um dia para desgrudar o papel!